quarta-feira, 10 de maio de 2017

Prefeitura de Fortaleza divulga calendário de pagamento dos servidores

Confira abaixo o calendário de pagamento de 2017:
JANEIRO01/02/17
FEVEREIRO01/03/17
MARÇO03/04/17
ABRIL02/05/17
MAIO01/06/17
JUNHO03/07/1713º: 40% - 19/06/17
JULHO01/08/17
AGOSTO01/09/17
SETEMBRO02/10/17
OUTUBRO01/11/17
NOVEMBRO01/12/17
DEZEMBRO02/01/1813º: 60% - 20/12/17
Fonte: SEPOG - Portal do Servidor

PMAQ - Gestores da Atenção Básica de Fortaleza de forma não oficial iniciam debate sobre assunto

PMAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica)

O PMAQ-AB tem como objetivo incentivar os gestores e as equipes a melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos aos cidadãos do território. Para isso, propõe um conjunto de estratégias de qualificação, acompanhamento e avaliação do trabalho das equipes de saúde.

Informações dão conta que algumas reuniões estão ocorrendo nas Câmaras Técnicas onde os profissionais ACS estão sendo convidados a aderir ao referido programa, sendo proposto como contra partida aos profissionais componentes das equipes o seguinte formato, ainda extra oficial:

Estruturação e Custeio das UAPS
50%
Responsável pelo gestão local do Programa na UAPS
15%
Distribuição igualitária entre todos os profissionais componentes das ESF
35%

Destaca-se que esse programa visa incentivar os servidores da Saúde com o objetivo de estimular e valorizar o profissional de saúde que atue em equipes multiprofissionais no âmbito da Atenção Básica e da Estratégia de Saúde da Família. É um valor repassado de acordo com a avaliação semestral de cada equipe, e têm determinadas metas que as equipes tem que realizar. 

Mas é fundamental que o repasse aos profissionais esteja previsto em LEI MUNICIPAL, o que ainda não ocorreu, e assim sendo, nenhum trabalhador receberá os recursos devidos por seu comprometimento com o Programa.

REGULAMENTAÇÃO JÁ

A forma de repasse da verba é por equipe e é de acordo com o nível ou pontuação, então de acordo com o nível e pontuação que inicialmente é repassado a R$ 2.360,00 por equipe, e na pontuação/nível máximo é repassado o valor de aproximadamente R$ 11.800,00 por equipe, quando a avaliação chega em 100% que é muito difícil atingir esse patamar. Esse valor deve ser dividido IGUALMENTEentres os profissionais, isto é, sem distinção de cargo, então tanto um médico como um agente receberia de forma igualitária a divisão desse benefício. 

Quais os profissionais que são beneficiados? 

Todos os Profissionais da Atenção Básica. Equipes de Saúde da Família 
Médico; Enfermeiro; Técnico de Enfermagem; Agente Comunitário de Saúde; Cirurgião Dentista; Técnico de Saúde Bucal (TSB); Auxiliar de Saúde Bucal (ASB); 

A questão dos Agentes de Combate às Endemias para serem incluídos no PMAQ ainda estão sendo discutidas, já que na maioria dos municípios esses profissionais não integram o PSF (Programa de Saúde da Família). 


Mais Informações:






Veja também:




quarta-feira, 26 de abril de 2017

Prefeitura de Fortaleza publica mais uma relação da Promoção por Capacitação aos ACS e ACE

PORTARIA Nº 084/2017 –SEPOG - O SECRETÁRIO MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO no uso de suas atribuições legais, em consonância com a Lei Complementar nº 0213, de 22 de dezembro de 2015 (D.O.M. em 30/12/2015), que aprovou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) do município de Fortaleza para os servidores públicos ocupantes dos cargos de Agente de Combate às Endemias e Agente Comunitário de Saúde.

CONSIDERANDO as disposições contidas na Portaria nº 007/2017, de 20/01/2017 (DOM de 27/01/2017) que estabeleceu as diretrizes para a concessão da 1ª Promoção por Capacitação.

RESOLVE

Conceder a 1ª Promoção por Capacitação aos servidores constantes do anexo único desta Portaria, a partir de 01/01/2017.

GABINETE DO SECRETÁRIO MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, em 03 de abril de 2017.
Philipe Theophilo Nottingham - SECRETÁRIO MUNICIPAL DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO.


Leia no Diário Oficial do Município
Diário Oficial - 19 de abril de 2017

terça-feira, 18 de abril de 2017

Atualização Cadastral servidores ativos da Prefeitura Municipal de Fortaleza

O que é a Atualização Cadastral?
Atualização dos dados cadastrais e registro biométrico de todos os servidores ativos da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
Quem precisa atualizar o cadastro?
Todos os servidores e empregados públicos ativos da Administração Direta, Autarquias, inclusive as de regime especial, e Fundações. Inclui: efetivos, comissionados, cedidos, afastados para tratamento de saúde* ou exercício de cargos em sindicato, estagiários, residentes e temporários.
E quem está afastado para tratamento de saúde, faz como?
O servidor afastados para tratamento de saúde deverá atualizar seus dados pelo Canal do Servidor e no primeiro dia após seu retorno, deve dirigir-se ao RH do órgão de origem para realizar as etapas de digitalização, registro da biometria, confirmação de grade de horário e lotação.
Qual o objetivo da Atualização Cadastral?
Manter os dados dos servidores atualizados para:
• Cadastrar biometria dos servidores
• Atualizar o cadastro pessoal dos servidores da PMF
• Criar pasta virtual da vida funcional dos servidores
• Gestão de Controle da frequência do servidor
Quando deve ser feito a Atualização Cadastral?
Nos meses de Abril e Maio de 2017, até 31 de maio, seguindo o cronograma abaixo. 
 cronograma atualização cadastro
Onde faço a minha Atualização Cadastral?
Serão instaladas Ilhas de Atendimento em todos os órgãos da Prefeitura, mas, para agilizar o seu atendimento, o servidor pode atualizar seus dados no formulário online disponível aqui, no Canal do Servidor, e dirigir-se à ilha somente para entrega da documentação e registro da biometria.
Caso perca o prazo da atualização cadastral do órgão de lotação, o servidor pode fazer em outro órgão?
Sim, o servidor pode fazer a sua atualização em qualquer órgão de acordo com o cronograma de atendimento das ilhas.
E se o servidor perder todos os prazos previstos, o que acontecerá?
O servidor que não realizar a Atualização Cadastral até o dia 31 de maio de 2017 terá o salário bloqueado.
Como faço a atualização do meu cadastro?
Dirija-se a Ilha de Atendimento e apresente os documentos exigidos para comprovação das informações e digitalização na Ilha de Atendimento das 7h30 às 17h30, sem intervalo para o almoço.
Nesse momento também será feito o registro da biometria do servidor.
Se quiser agilizar o processo, entre no Canal do Servidor, acessando a área restrita com login e senha e preencha o cadastro online. Se você notar que errou algum dado, pode corrigir no momento em que for à Ilha de Atendimento.
print canal
Atenção! Quem não conseguir adiantar o preenchimento do cadastro pelo Canal do Servidor, poderá fazer todo o processo na Ilha de Atendimento.
Quais os documentos exigidos?
Para evitar qualquer imprevisto no momento da digitalização, devem ser apresentados os documentos originais, caso o servidor não possua, será aceito xerox autenticada.
1. RG e CPF ou CNH
2. SE CASADO: CERTIDÃO DE CASAMENTO OU UNIÃO ESTÁVEL 
3. SE VIÚVO: CERTIDÃO DE ÓBITO
4. SE DIVORCIADO: CERTIDÃO DE DIVÓRCIO
5. PIS/PASEP ou NIT*
6. SE POSSUIR DEFICIÊNCIA – Laudo atestando deficiência
Caso você ainda não possua o laudo, não marque a opção e, posteriormente, entre com processo no RH do seu órgão para atualizar a informação.
7. COMPROVANTE DE ENDEREÇO – deve ser atualizado (2017) no nome do servidor. Documentos aceitos: conta de luz, água, plano de saúde, cartão de crédito, IPTU.
8. DEPENDENTES:
Se for menor de idade - Certidão de nascimento dos dependentes menores de idade ou RG
Se for maior de idade – RG
Se tiver enteados, documento da Guarda Judicial.
Se for dependente de IRRF - a partir de 12 anos é obrigatório CPF
Obs: Para imprimir o comprovante de CPF de seu filho, acesse idg.receita.fazenda.gov.br, clique em CPF na home e, em seguida, em 2ª via.
Fonte das informações: 

canal do servidor


terça-feira, 28 de março de 2017

Agentes de saúde e endemias do Ceará se manifestam contra o PL 6.437/16


Cerca de 200 agentes de saúde do Ceará participaram de seminário nesta segunda-feira, 27/03, na Assembleia Legislativa, que debateu sobre a mudança nas atribuições dos ACS e ACE.




Os agentes de saúde lotaram o complexo de comissões da Assembleia Legislativa para discutir o Projeto de Lei do deputado federal Raimundo Gomes de Matos, que prevê o aumento das atribuições dos agentes de saúde e combate às endemias e um novo modelo de formação para estes profissionais. O autor do projeto foi vaiado e chamado de golpista pelos presentes por ter votado projetos do governo golpista de Temer contra os trabalhadores, como é o caso da PEC dos gastos, que congelou os investimentos federais afetando a área da saúde e a lei das terceirizações, quando o mesmo deixou de votar mesmo estando presente na sessão, em um ato de covardia contra os trabalhadores. Os deputados federais Odorico Monteiro e Leônidas Cristino também participaram do seminário.


Reajuste sim! Mais atribuições não!


Os agentes de saúde e combate às endemias estão em luta pelo reajuste do piso nacional da categoria, congelado há três anos. Para o diretor do Sindsaúde e do SINASCE, Quintino Neto, o debate deste projeto tem o objetivo de ofuscar o debate principal da categoria que é o reajuste. Os ACS e ACE temem que as novas atribuições sobrecarreguem ainda mais os profissionais, colocando em risco a eficácia do programa de agentes de saúde, criado no Ceará,e considerado um modelo hoje inclusive em outros países.


Formação


Quanto à formação técnica, o projeto cria um novo modelo de formação para os ACS e ACE, ignorando o modelo já existente que ainda não foi totalmente implementado. A própria Fiocruz já se posicionou contra a proposta, alegando que já existem, desde 2004, referenciais curriculares para um curso técnico de Agente Comunitário de Saúde, construídos por uma parceria entre os Ministérios da Saúde e Educação, que contou, inclusive, com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Já os agentes de combate às endemias contam com curso técnico em vigilância em saúde, cujo referencial também foi construído pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz.
Os agentes de saúde e combate às endemias deixaram claro em suas falas que estão organizados e firmes contra a aprovação de mais esse Projeto de Lei contra a categoria. “Não admitiremos ampliação de nossas atribuições para fazer atividades próprias da enfermagem” – esse foi o tom discurso  da quase totalidade dos trabalhadores.

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde - Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Ceará

domingo, 26 de março de 2017

Em debate, as atribuições dos agentes comunitários e de endemias

Audiência pública discute Projeto de Lei 6437/16, que quer atualizar as atividades profissionais de agentes comunitários e agentes de vigilância em saúde


Audiência pública na Câmara dos Deputados discute PL sobre atribuições de ACS e ACE

O trauma foi grande. Depois de serem surpreendidos, em maio do ano passado, com a publicação de duas portarias que permitiam a substituição dos agentes comunitários de saúde por técnicos de enfermagem na equipe de Saúde da Família, os ACS resolveram lutar para garantir “segurança jurídica” à sua condição de trabalhador do Sistema Único de Saúde (SUS). E o caminho escolhido foi a revisão das suas atribuições, num processo de atualização que teria como objetivo melhor atender às necessidades de saúde atuais. O resultado foi o Projeto de Lei 6437/16, de autoria do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), que foi discutido em audiência pública da Câmara dos Deputados no último dia 21 de março.
Segundo Hilda Angélica, presidente da Confederação Nacional dos ACS (Conacs), a atualização das atribuições dos agentes já era uma preocupação da categoria, motivada pela clareza de que a realidade sanitária brasileira mudou muito desde a década de 1990, quando essa ocupação foi criada. “Fomos aos poucos percebendo que nossas visitas estavam perdendo o sentido”, disse. Mas o susto que a categoria sofreu em 2016 foi determinante, com a história das portarias - que acabaram sendo revogadas depois de muita luta dos agentes. “Vimos que era sim a hora de a gente propor a revisão das atribuições para que não fôssemos substituídos por outro profissional. O Ministério [da Saúde] quer um profissional mais resolutivo e estamos aqui à disposição para rever isso”, disse. Já o presidente da Federação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias (Fenasce), Fernando Cândido do Nascimento, disse não considerar que esse seja o “momento oportuno” para um projeto de lei como esse. Deixando claro que a Fenasce não é contra o PL, ele ressaltou que a conjuntura de ataque aos direitos dos trabalhadores, com votação de propostas que intensificam a terceirização e querem instituir reformas trabalhista e da previdência, aponta outras prioridades. E, no caso dos ACS e ACE, a luta prioritária deve ser, na sua opinião, pelo reajuste do piso salarial, que está congelado desde 2014.

Atribuições em debate

A audiência pública mostrou, no entanto, que os termos do projeto não são consensuais. A crítica mais comentada diz respeito à previsão de “atividades privativas” para ambos os profissionais. O PL, que altera a lei 11.350, que regulamentou a profissão de ACS e ACE, divide as atribuições dessas duas categorias em “privativas”, “supervisionadas” e “compartilhadas com outros profissionais”. Segundo o texto, atividades como o “diagnóstico demográfico e sociocultural” e a realização de visitas domiciliares, por exemplo, são atribuições exclusivas dos ACS. Já os agentes de endemias teriam entre as suas funções privativas o “mapeamento de áreas de risco para a ocorrência de zoonoses”, a “investigação epidemiológica de casos suspeitos nos imóveis e na comunidade” e a vistoria dos imóveis para identificação de criadouros de vetores. Durante a sua apresentação na audiência, que abordava mais diretamente o papel dos ACE, Sheila Rodovalho, representante da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, explicou, por exemplo, que o esse agente também realiza visita aos imóveis, mas que isso não é – e não deve ser – uma atividade privativa. “Algumas coisas o ACS também pode fazer”, exemplificou, avaliando que alguns pontos do PL podem “engessar um pouco as ações de saúde lá na ponta”.
O deputado Jorge Solla (PT-BA), que teve aprovado o requerimento para representar a comissão especial que está debatendo o PL no seu estado, também manifestou preocupação com a parte do projeto que fala em atividades exclusivas. “Compartilhar atividades não é um demérito. Ao contrário. Temos que ter um elenco de atividades desses agentes que, em algum momento, eles podem compartilhar ou não com outros profissionais”, defendeu, afirmando que compreende esses tópicos críticos como reflexo de uma certa pressa na elaboração do projeto. “Com a história do governo golpista de criar o bolsista do ‘Criança Feliz’, todo mundo ficou com medo de acabar com os ACS”, disse, referindo-se a um programa lançado pelo presidente Michel Temer em outubro do ano passado que criava a figura do “visitador” que deveria visitar as casas em que houvesse crianças de zero a três anos beneficiárias do Bolsa Família. Na época, o deputado petista acusou o programa de criar um “agente comunitário de saúde paralelo”.
Outro ponto de engessamento do projeto, segundo a representante da SVS/MS na audiência, estaria no artigo que trata das atividades supervisionadas. Isso porque o texto especifica o profissional que deve fazer essa supervisão de cada atividade, citando nominalmente, no caso dos ACEs, o médico veterinário e o biólogo. Para Sheila, é preciso considerar a capacidade de cada município ter ou não disponíveis esses profissionais. Da mesma forma, comentando mais especificamente os trechos referentes aos agentes de endemias, ela defendeu que o PL não seja tão específico ao enumerar, por exemplo, que esses trabalhadores devem acompanhar as zoonoses. “Porque restringe”, explicou.
Já o representante do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Allan de Souza, que tratou mais dos artigos que diziam respeito aos agentes comunitários, criticou o que alertou para o que considerou uma certa “mistificação do uso da técnica”, defendendo que o ACS é muito mais importante para o sistema de saúde em ações como a de busca ativa de usuários na comunidade e educação em saúde. Ele exemplificou com algumas atribuições listadas no PL: disse acreditar, por exemplo, que com um bom treinamento o agente pode fazer aferição de pressão, mas manifestou dúvida sobre a eficácia de o ACS passar a medir a glicemia capilar. Primeiro, explicou Allan, porque esse não é considerado um método de rastreamento de diabéticos. E, nos casos em que o usuário já se sabe diabético, a orientação é aferir várias vezes ao dia, o que inviabiliza que seja feito pelo ACS, que não teria como ficar voltando à mesma residência.
Sem fazer comentários sobre artigos específicos do projeto, o presidente da Fenasce considerou que o PL responsabiliza apenas os agentes pela descaracterização do seu trabalho ao longo do tempo. Baseando-se inclusive nos dados apresentados pelo DAB sobre a resolutividade da equipe, Fernando defendeu que, se é esse o objetivo, seria preciso revisar as atribuições de todos os profissionais que a compõem. Chamando atenção para o fato de que, no PL, essa atualização de atribuições não vem acompanhada de uma política concreta de ampliação de escolaridade dos agentes, ele defendeu que o que de fato garantiria a presença e o papel desses profissionais no SUS seria a formação técnica profissionalizante.

Formação

Na sua descrição, o PL 6437 anuncia que tem também a ampliação da formação profissional também como um dos objetivos. No parágrafo único do seu artigo 3º, o texto trata sobre “cursos de aprimoramento e educação continuada em saúde” e fala em aplicar os “referenciais da Educação Popular em Saúde, através de Programas de Qualificação presenciais, semipresenciais e a distância”. Existem desde 2004, no entanto, referenciais curriculares para um curso técnico de Agente Comunitário de Saúde, construídos por uma parceria entre os ministérios da saúde e educação, que contou, inclusive, com a participação da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). A formação técnica completa de todos esses trabalhadores, entretanto, só se deu nos locais em que a gestão do estado ou do município arcou com os custos do curso, já que o financiamento massivo do Ministério da Saúde foi interrompido, na época, por uma decisão da Comissão Intergestores Tripartite. Durante a audiência realizada no dia 21, o relator do projeto, deputado Valtemir Pereira (PMDB-MT), chegou a perguntar ao representante do DAB sobre o andamento dessa formação no país. Já os agentes de combate a endemias contam com curso técnico em vigilância em saúde, cujo referencial também foi construído pelo Ministério da Saúde com a participação da EPSJV/Fiocruz e que tem sido igualmente financiado pelos gestores estaduais e municipais.
No texto, o PL também modifica os requisitos necessários para o exercício da atividade dos agentes, incluindo a formação. Para as duas categorias, exige a conclusão do “curso introdutório de formação inicial de no mínimo 40 horas e realizar a cada 24 meses de atuação no mínimo 200 horas de curso de aprimoramento de suas atividades” e o ensino médio completo. Durante a audiência, no entanto, o coordenador da comissão especial, deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), defendeu que o ensino médio não deve ser um pré-requisito para a contratação desses profissionais, já que, no caso específico dos ACS, o mais importante é que a seleção continue contemplando o vínculo com a comunidade onde ele vai atuar. “A formação deve ser a posteriori. Não se defende que o curso técnico seja condicionante”, disse. A deputada Benedita da Silva (PT-RJ), que acompanhou a audiência, destacou a importância de o Estado se responsabilizar pela elevação de escolaridade desses trabalhadores, garantindo a conclusão do ensino médio.

Próximos passos e a contribuição da Fiocruz

Coordenada pelo deputado Mandetta, a audiência pública contou com a presença de outros parlamentares, incluindo o autor e o relator do PL 6437. A mesa foi composta por dois representantes do Ministério da Saúde e um pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio da Fundação Oswaldo Cruz, além dos presidentes da Conacs e da Fenasce. A Fiocruz se comprometeu a elaborar um documento de comentários e contribuições ao projeto. Em nota – lida durante a audiência -, a Fundação esclareceu que não participou da elaboração do PL, afirmou a política de atenção básica e o trabalho dos ACS como sua prioridade de investigação e defendeu uma discussão mais ampla sobre as atribuições de todas as categorias profissionais que compõem a equipe de Saúde da Família. E a promessa já começou a ser cumprida: poucos dias após a audiência, no entanto, o Grupo de Trabalho formado na EPSJV/Fiocruz para discutir o tema finalizou um documento que traz contribuições diretas aos artigos do PL que se referem aos agentes comunitários. Entre outras coisas, a Escola sugere nova organização e redação para as atribuições elencadas e defende que o projeto fale em atividades "próprias" em vez de "privativas". Na reorganização proposta, as atribuições seriam elencadas a partir de cinco "âmbitos de atuação": integração equipe de saúde-população adscrita; promoção da saúde; prevenção e monitoramento de riscos à saúde; mobilização social e participação popular; e educação popular em saúde. O documento também comenta e propõe alternativas para as partes do projeto que atribuem aos ACS atividades que hoje são próprias da equipe de enfermagem, como a aferição de pressão e a medição de taxa glicêmica. A defesa é de que, se essa ampliação for feita, ela apareça como acompanhamento do autocuidado.
A análise crítica produzida pela EPSJV/Fiocruz apresenta a necessidade de se modificar a concepção de educação popular em saúde apresentada no PL, segurindo que seja adotada a definição oficial, expressa na Política Nacional de Educação Popular em Saúde. Além disso, reitera a defesa pública que historicamente a instituição tem feito da formação técnica e presencial desses profissionais, propondo mudanças nos artigos do projeto que se referem à qualificação dos agentes. No texto, a EPSJV/Fiocruz reconhece a importância de se atualizarem os referenciais curriculares do curso técnico de ACS, que foram construídos em 2004, a partir da revisão das atribuições, e resume a experiência curricular e metodológica do cursto que a Escola oferece. O Grupo de Trabalho foi composto por  cinco professores e pesquisadores que se dedicam ao tema e ao curso técnico de ACS na instituição: Mariana Nogueira, Marcia Valéria Morosini, Vera Joana Bornstein, Grasieli Nespoli e Angélica Fonseca. O documento será enviado ao relator do projeto e orientará a participação da Fiocruz nas audiências públicas estaduais.
Até o prazo final, em 23 de março, o PL recebeu seis emendas. O próximo passo será a realização de um seminário no dia 6 de abril para dar seguimento às discussões.

Fonte: Cátia Guimarães - EPSJV/Fiocruz23/03/2017 12h55 - Atualizado em 24/03/2017 12h34

quinta-feira, 23 de março de 2017

Se já existe previsão da Formação Técnica da Categoria, para que discutir novas atribuições?



Enquanto nossas representações querem discutir sobre o novo perfil profissional dos ACS e ACE, com a ampliação indevida de atribuições através do PL 6437/16 de autoria do Deputado Federal Raimundo Gomes de Matos - PSDB, você sabia que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação já possuem as previsões legais necessárias para a Formação Técnica dos Agentes de Saúde, tanto dos ACS's quanto dos ACE's, HÁ MUITO TEMPO?

Pois é, colegas o Ministério da Saúde liberou e chegou a financiar a aplicação do curso Técnico para os Agentes Comunitários nos meados de 2003, e dos Agentes de Endemias em 2010.

Os Agentes Comunitários depois da sua formação técnica ficariam qualificados como Técnico em Agente de Saúde - CTACS.
CLIQUE AQUI E LEIA O REFERENCIAL CURRICULAR DO CTACS (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/referencial_Curricular_ACS.pdf)

Os Agentes de Endemias depois da sua formação técnica estarão qualificados como Técnico em Vigilância em Saúde TECVISAU.

Consequentemente com a formação técnica, os Agentes poderão ter reajustes salariais melhores e mais reconhecimento no próprio SUS.

Então porque não se discute a aplicação da formação técnica das categorias?

Infelizmente não parece de real interesse da CONACS. Preferem procurar chifres em cabeça de cavalo, pelo em casca de ovo, do que aplicar o que já existe. O que falta na verdade é vontade política para cumprir.

Já existe previsão para isso, que aconteceu com os antigos Auxiliares de Enfermagem, que se tornaram Técnicos em Enfermagem.

Já existe previsão da mudança do Perfil Profissional dos ACS em ACE, mas como TÉCNICOS! Basta somente ser aplicada pelos Municípios.

Na verdade acredito que seja mais uma nuvem de fumaça a fim de distrair a categoria e não buscar o reajuste salarial, que já está a três anos defasado.

Ano passado foi a lenga-lenga da insalubridade, que parece que paralisou a CONACS em buscar outra coisa, deixando o reajuste no segundo plano, agora querem fazer a mesma tática.
Será que isso não seja porque tanto a presidente quanto a vice não estejam aliadas aos partidos da base aliada de Michel Temer? Já que A presidente é aliada ao DEM e a vice é aliada ao PSDB (Partidos que votaram a favor da LEI DA TERCEIRIZAÇÃO SEM LIMITES)

Será que por essa razão a CONACS "afrouxou a corda"? Já que no governo do PT a CONACS estava feroz em busca de tudo, inclusive já existia uma comissão para o reajuste do Piso Nacional, que não foi a frente depois que o PMDB assumiu, e nem foi rebatida pela CONACS, como a PEC 55 (PEC dos Gastos) e até agora não se posicionou sobre a Reforma da Previdência. No mínimo muito estranho!

Temos que ficar ligados colegas, não sermos enrolados! Já existe previsão para a mudança da categoria e a formação deverá ser TÉCNICA! Essa deve ser a bandeira de luta, claro após o reajuste do Piso Salarial da Categoria!